Bela Rocha realizou a primeira exposição individual em 1984, em Potsdam, na Alemanha, depois de estudar teatro no Berliner Ensemble, em Berlim. A viver no Brasil, desenvolveu a sua técnica singular de pintura sobre seda — trabalho de tal forma próprio que, em São Paulo, chegou à alta-costura. Ilustrou Raízes de Orvalho, de Mia Couto, e a sua pesquisa de referências antropológicas e culturais valeu-lhe mais tarde uma bolsa da Fundação Oriente.
Entre 1995 e 1997 expôs por Maputo — no Centro Cultural Franco-Moçambicano, no Centro de Estudos Brasileiros, na Associação Moçambicana de Fotografia, no Núcleo de Arte e no Instituto Camões — seguindo-se uma sequência de exposições em Portugal, incluindo o Museu Nacional da Electricidade, em Lisboa, durante a Expo'98, e, em 2011, a Culturgest — Caixa Geral de Depósitos, Lisboa.
A sua pintura une a ironia e a sátira a um surrealismo lírico enraizado no folclore urbano e nas memórias da ruralidade moçambicana. Está representada no Museu Nacional de Arte de Moçambique, na sede internacional da UNICEF e em coleções de onze países. Integrou a Moçambi-Cá (UCCLA, Lisboa, 2023) e vive e trabalha em Portugal.

Maputo — Centro Cultural Franco-Moçambicano, Centro de Estudos Brasileiros, Núcleo de Arte, Instituto Camões, 1995–1997
Aveiro, Albufeira e Estarreja — centros culturais municipais, 1997
Lisboa, Museu Nacional da Electricidade — Expo'98, 1998
Maputo, Galeria da Caixa Geral de Depósitos — individual, 2010
Lisboa, Culturgest — Caixa Geral de Depósitos, 2011
Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes — coletiva, 2015
Lisboa, UCCLA — Moçambi-Cá, 2023






