Reinata Sadimba nasceu em 1945 no planalto de Mueda, no norte makonde de Moçambique. Começou na olaria que a tradição makonde reserva às mulheres e transformou-a numa linguagem inteiramente sua — potes que ganham decorações escultóricas, figuras entre o humano, o espírito e o animal, modeladas com as mãos, uma pequena faca e uma maçaroca de milho, em argila com cal e grafite. Nos anos 1980 trabalhou com a artista suíça Maya Zürcher e com os escultores da cooperativa de Nandimba; em meados dessa década emigrou para Dar es Salaam, na Tanzânia, onde realizou a primeira individual (Galeria Nyumba ya Sanaa, 1990), regressando a Maputo em 1992.
Em 1995 foi uma das quatro artistas selecionadas para representar Moçambique na 1.ª Bienal de Joanesburgo e na temporada Africa'95 — ao lado de Malangatana, Alberto Chissano e Titos Mabota. As suas obras integram, desde 1989, a exposição permanente do Museu Nacional de Arte, em Maputo, e coleções como a sede das Nações Unidas (Nova Iorque), a Culturgest — Caixa Geral de Depósitos (Lisboa), o Museu Nacional de Etnologia (Lisboa) e a Collection de l'Art Brut (Lausanne). Expôs no Musée d'Art Moderne de Paris (The Power of My Hands, 2021) e figura no African Artists from 1882 to Now (Phaidon) e no Angaza Afrika: African Art Now, de Chris Spring, curador das galerias africanas do British Museum.
Em 2022 foi condecorada pelo Presidente da República Portuguesa como Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique. Entre as exposições recentes contam-se Quem Somos (Fundação Fernando Leite Couto, Maputo, 2023), Moçambi-Cá (UCCLA, Lisboa, 2023), Dedos do Barro e da Tinta (CCFM, Maputo, 2025), a Bienal de Arte Contemporânea da Maia (2025) e Mascherada (Milão, 2025–26). Considerada uma das mais importantes artistas africanas da sua geração, vive e trabalha em Maputo, no ateliê do Museu de História Natural.

Dar es Salaam, Nyumba ya Sanaa — primeira individual, 1990
Joanesburgo — 1.ª Bienal de Joanesburgo · Africa’95, 1995
Nova Iorque — Progress of the World’s Women (UNIFEM), 2000
Paris, Hôtel de Ville — Latitudes, 2003
Londres, Brunel Gallery — Transitions, 2005
Paris, Musée d’Art Moderne — The Power of My Hands, 2021
Maputo, Fundação Fernando Leite Couto — Quem Somos, 2023
Lisboa, UCCLA — Moçambi-Cá, 2023
Maputo, CCFM — Dedos do Barro e da Tinta, 2025
Maia — Bienal de Arte Contemporânea, 2025
Milão, Spazio MU.RO. — Mascherada, 2025–26
African Artists from 1882 to Now, Phaidon, 2021
The Power of My Hands — Africa(s): Women Artists, cat. exp., Musée d’Art Moderne de Paris / Paris Musées, 2021
Reinata Sadimba: Esculturas / Cerâmicas, Kapicua, Lisboa, 2012 (prefácio de Alda Costa)
Chris Spring, Angaza Afrika: African Art Now
AWARE — Archives of Women Artists, biografia de Paula Nascimento, 2024