Ulisses Oviedo nasceu em Cuba em 1952 e faz parte da arte moçambicana há mais de três décadas. Formado desde 1964 na escola-ateliê Leopoldo Romañach, em Santa Clara, e na Escola Nacional de Arte de Havana (1967–72), licenciou-se em Pintura pelo Instituto Superior de Arte de Havana (1983) e foi professor de Desenho e Pintura na Escola Nacional de Belas Artes San Alejandro, em Havana, antes de se mudar para Maputo, em 1990, para lecionar na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV).
Em Maputo tornou-se figura central da Kulungwana — Associação para o Desenvolvimento Cultural: membro do comité artístico, curador de exposições como Traços (2018) e mentor de artistas moçambicanos mais novos. Realizou a individual Anónimos na Galeria Kulungwana (2013) e participou em Ao Encontro dos Ventos, na Fundação Fernando Leite Couto, ao lado de Naguib, Francisco Sepúlveda e Patrice Giorda.
A sua obra recente move-se entre a pintura e a assemblage — máscaras, tábuas e formas totémicas construídas com óleo, cartão e matéria encontrada, em tons de terra, ferrugem e osso que dão a cada peça a gravidade de algo escavado, mais do que feito. Seis obras integram o leilão Idasse & Friends — Colours of Mozambique, antecipando um leilão individual dedicado ao artista.

Maputo, Galeria Kulungwana — Anónimos, individual, 2013
Maputo, Galeria Kulungwana — curadoria, Traços, 2018
Maputo, Fundação Fernando Leite Couto — Ao Encontro dos Ventos, com Naguib, Francisco Sepúlveda e Patrice Giorda





